Chemical Factory
Fábrica Química
Complexo químico em ruína cujos reagentes insubstituíveis sustentam remédios, filtros e munição — ao custo de expedições em ar envenenado.
Última edição em 07/07/2026, 04:31 por Admin
Chemical Factory
A Chemical Factory domina o horizonte sul da Industrial Region: quilômetros de tubulação retorcida, torres de destilação inclinadas e tanques que ainda suam vapores coloridos seis décadas depois do colapso. É um dos lugares mais letais da região — e um dos mais visitados, porque o que existe lá dentro não existe em nenhum outro lugar.
O complexo
Antes de 2060, a planta produzia de tudo: fertilizantes, solventes, precursores farmacêuticos, compostos para a indústria de munição. Quando as equipes de controle desapareceram da noite para o dia, os processos pararam onde estavam — reatores no meio de uma batelada, válvulas abertas, linhas pressurizadas. O resultado é um labirinto de galpões e passarelas onde cada porta pode esconder um estoque intacto ou uma nuvem que mata em três respirações.
O ar que mata
Vazamentos lentos alimentam lagoas de rejeitos que mudam de cor com as estações, e alas inteiras do complexo permanecem irrespiráveis. Os salvageiros aprenderam a ler os sinais: mancha branca no concreto significa ácido; cheiro adocicado significa que já é tarde. A regra das expedições é rígida — máscara com filtro bom, roupa fechada, entrada curta, saída marcada. Quem se atrasa lá dentro não costuma sair pelo próprio pé.
As expedições dos Free
Para os assentamentos Free, a fábrica é insubstituível: é dali que saem os reagentes que viram remédio nas enfermarias, os compostos que recarregam filtros de água e de ar, e os precursores químicos que sustentam a produção de munição. Equipes pequenas entram com listas precisas e tempo contado, e o material recolhido vale caro nas rotas dos Dust Runners. Há quem diga que uma boa colheita na Chemical Factory sustenta a farmácia de um assentamento por um inverno inteiro.
Os Desynced da fábrica
Os Desynced que vagam pelo complexo não são como os de nenhum outro lugar. Décadas de exposição aos vazamentos deixaram marcas que os salvageiros descrevem à meia-voz: pele vitrificada onde o ácido tocou, membros fundidos a restos de equipamento de proteção, corpos que o veneno deformou sem derrubar. Andam devagar pelos corredores saturados, imunes ao ar que mata os vivos — e por isso as alas mais tóxicas, justamente as de estoque mais intacto, são também as mais habitadas.
O que ainda escorre
Ninguém sabe quanto tempo a estrutura vai aguentar. As lagoas de rejeitos crescem um pouco a cada ano, e os mais velhos juram que o riacho que desce da fábrica já não cria mato nas margens. Nas rodas de conselho da Industrial Region, a mesma discussão retorna toda estação: a fábrica é um cofre ou uma ferida — e a resposta honesta é que é as duas coisas.