Riverside
Vila
Vila ribeirinha Free e parada obrigatória das rotas fluviais de Captain Briggs, famosa pelo mercado de peixe e pelo estaleiro — e por ter sido reconstruída duas vezes depois dos Black Tide.
Última edição em 07/07/2026, 04:32 por Admin
Visão geral
Riverside é uma vila ribeirinha viva de Riverlands, erguida sobre palafitas e aterros na margem interna de uma curva mansa do rio. Casas de tábua serrada descem em degraus até os píeres, e o cheiro de peixe defumado anuncia a vila antes que ela apareça na água. Comunidade de Free por convicção e por geografia, Riverside vive do rio — e já morreu por ele duas vezes.
Parada das rotas fluviais
Toda embarcação que sobe ou desce o rio entre Riverwatch e o interior atraca em Riverside, e não por cortesia: é o último ancoradouro seguro antes dos trechos rasos e o único ponto de reabastecimento confiável em um dia inteiro de navegação. As rotas fluviais de Captain Briggs fizeram da vila uma parada obrigatória, e a chegada das barcaças de Riverwatch dita o calendário local — dia de barcaça é dia de mercado cheio, notícia fresca e taverna lotada até tarde. Caravanas dos Dust Runners também alcançam a vila por terra quando a estação seca permite, trocando mercadoria do interior por carga que só o rio traz.
Mercado de peixe e estaleiro
Dois ofícios sustentam Riverside. O primeiro é o peixe: a frota de barcos de fundo chato sai antes da alvorada e o mercado de pescado, coberto por lonas remendadas sobre o píer central, vende fresco, salgado e defumado para meia Riverlands. O segundo é o estaleiro de reparos — rampas de madeira, guindaste manual e carpinteiros navais que aprenderam o ofício consertando o que o rio quebra. Casco rachado, leme torto ou motor afogado: se flutua, Riverside conserta, e cobra justo. Boa parte da frota de Briggs já passou pelas rampas da vila ao menos uma vez.
As duas quedas
Riverside foi saqueada duas vezes pelos piratas da Black Tide. Na primeira, a vila foi pega desprevenida: levaram os estoques, queimaram os píeres e deixaram os sobreviventes com as mãos vazias diante das cinzas. Na segunda, anos depois, Riverside resistiu o bastante para que a maioria escapasse rio acima — mas o que a maré negra não pôde carregar, afundou. Nas duas vezes, a vila foi reconstruída sobre os próprios tocos queimados, com madeira nova sobre fundação velha. Os moradores marcam as duas datas com um único costume: nesses dias, nenhum barco sai, e as tábuas chamuscadas mantidas de propósito na base do píer central são untadas com óleo, para que ninguém esqueça.
Defesa e vigília
Depois da segunda queda, Riverside deixou de confiar apenas na sorte. Uma paliçada de troncos protege o lado de terra, correntes tensionadas entre as margens podem fechar o canal em minutos e um sino de bronze — resgatado do fundo do rio, dizem, do casco de um barco da própria Black Tide — pende na torre de vigia sobre o píer. Todo morador adulto cumpre turno de sentinela, e patrulhas de Riverwatch passam com frequência combinada. A vila sabe que uma terceira vez virá; a diferença, jura o conselho local, é que desta vez a maré negra vai pagar a passagem.